Colocar dois tapetes num mesmo salão não é algo novo, mas poucas vezes se aproveita bem o seu potencial. Quando combinados de forma equilibrada, ajudam a dividir espaços, adicionar textura, dar profundidade visual e reforçar o estilo da divisão sem necessidade de mover móveis ou fazer mudanças drásticas.
A chave não está em duplicar tapetes, mas sim em fazê-los dialogar entre si.
Aqui tem cinco formas de o conseguir com harmonia, naturalidade e aquele toque acolhedor que define uma sala bem pensada.
1. Combinar tapetes para delimitar duas zonas distintas
Em salas grandes ou abertas é habitual que convivam várias atividades: zona de sofá, espaço de leitura, canto de trabalho ou uma pequena zona de refeições. Dois tapetes permitem desenhar fronteiras suaves sem colocar barreiras físicas.
Um tapete principal e outro secundário
O tapete de maior tamanho costuma emoldurar o sofá.
O segundo tapete mais pequeno define uma área complementar sem retirar protagonismo.
A chave está na coerência visual
Não têm de ser iguais, mas devem partilhar algum elemento: uma gama cromática, uma textura ou um acabamento semelhante.
Isso basta para que a sala funcione como um conjunto unificado.
2. Sobrepor tapetes para criar volume e textura
A sobreposição é uma técnica cada vez mais utilizada, sobretudo em salas modernas ou boho. Consiste em colocar um tapete sobre outro para somar camadas visuais, suavizar o espaço e adicionar interesse sem saturar.
Base neutra + peça protagonista
Um tapete de juta ou em tons naturais faz de base estável.
Por cima, um tapete mais pequeno, geométrico, moderno ou colorido, aporta personalidade e textura.
Funciona inclusive em salas pequenas
As camadas ajudam a que a divisão pareça mais acolhedora e “vestida”, sem a sensação de que falta algo no chão.
3. Combinar cores sem procurar a coincidência exata
Um dos erros mais comuns ao combinar dois tapetes é tentar que sejam da mesma cor. Não é necessário.
O importante é que se relacionem, não que sejam parecidos.
Diferentes tons, mesma família cromática
Bege com areia, cinzento claro com cinzento carvão, terracota com castanho suave.
São combinações que parecem coerentes, embora não coincidam ao milímetro.
Se um tem cor, o outro deve equilibrar
Quando um tapete tem muita presença, o segundo deve acompanhar com discrição. Assim mantém-se o equilíbrio da sala sem competir visualmente.
4. Misturar texturas para que a sala ganhe profundidade
A textura é uma linguagem silenciosa e muito poderosa. Combinando dois tapetes com texturas distintas, pode transformar por completo a sensação da sala.
Natural + suave
Um tapete plano de fibras naturais combinado com outro de toque mais macio cria contraste visual e tátil. Ideal para salas que procuram aconchego sem perder a naturalidade.
Plano + plano, mas com trançado diferente
Mesmo dois tapetes planos podem dialogar entre si se mudar a espessura do tecido ou a direção do trançado.
5. Jogar com formas para quebrar a monotonia do espaço
Os tapetes não só adicionam cor ou textura; também mudam a forma como se percebe o espaço. Combinar formas diferentes pode abrir visualmente a sala ou equilibrar zonas difíceis.
Retangular + redondo
Um tapete retangular sob o sofá e um redondo num canto de leitura criam dinamismo sem desordem.
Oval + quadrado
Menos habitual, mas muito eficaz em salas onde os móveis têm linhas muito retas. A forma oval suaviza e a quadrada estrutura.
As combinações de tapetes mais comuns (e por que funcionam)
Embora cada sala tenha a sua própria personalidade, há combinações de tapetes que se repetem vezes sem conta porque funcionam quase sempre. Não dependem apenas da cor; intervêm a forma, a textura, o estilo e o material.
A seguir, algumas das duplas mais versáteis:
Fibras naturais + tapete moderno
O contraste entre o orgânico (juta ou fibras naturais) e um design mais contemporâneo em tons neutros ou geométricos gera equilíbrio.
O primeiro aporta aconchego e textura; o segundo, estrutura visual.
Funciona especialmente bem em salas nórdicas ou modernas que procuram um ponto de naturalidade sem perder a ordem.
Tapete geométrico + tapete liso
Um tapete com padrão de riscas, xadrez ou linhas necessita de um contrapunto sereno.
Um tapete liso em tons de bege, cinzento ou terra equilibra a composição e evita o excesso visual.
É uma das combinações mais estáveis quando quer “vestir” a sala sem a sobrecarregar.
Pelo curto + tecido plano
Dois tapetes da mesma textura podem competir entre si, mas misturar um pelo curto com um tapete de tecido plano cria profundidade sem saturar.
O de pelo curto suaviza a divisão; o plano aporta estrutura e é perfeito para zonas de passagem ou sob mesas de apoio.
Retangular + redondo
Uma combinação clássica que ajuda a quebrar a rigidez da sala.
O tapete retangular costuma emoldurar o sofá ou a zona principal, enquanto o redondo introduz movimento num canto secundario: leitura, plantas, poltrona, etc.
Funciona em salas modernas, nórdicas e vintage da mesma forma.
Tons neutros + apontamentos de cor
Muitas casas parten de um tapete principal neutro — bege, cinzento, branco sujo — e adicionam uma segunda peça que aporta carácter: terracota, verde, azul ou até colorido.
Esta combinação permite mudar o estilo da sala sem necessidade de renovar toda a decoração. É uma das mais flexíveis e gratificantes a longo prazo.
Estilo boho + estilo nórdico
Embora pareçam mundos distintos, convivem muito bem:
– o boho aporta textura, calor e padrões irregulares,
– o nórdico introduz sobriedade, linhas limpas e tons suaves.
O resultado é uma sala equilibrada, atual e acolhedora.
Tapetes laváveis + tapetes de juta
Uma combinação prática e estética. Os laváveis encaixam em zonas de uso diário — mesa de centro, área infantil — enquanto a juta aporta uma moldura natural em zonas mais visíveis.
Perfeita para lares com animais de estimação ou crianças sem renunciar ao estilo.
Preto e branco + tons terra
O contraste gráfico do preto e branco suaviza-se quando acompanhado por tons de areia, camel ou castanho claro. Permite manter uma sala moderna sem perder o aconchego.
Conselhos finais para combinar dois tapetes sem complicações
Uma boa combinaçã não exige que os tapetes sejam idênticos, mas sim que se entendam.
Aqui ficam os princípios que fazem com que dois tapetes sempre funcionem:
Mantenha uma intenção clara
Defina o que quer conseguir: delimitar espaços, adicionar textura, aportar cor ou criar um ponto focal.
Procure um fio condutor
Um material, uma cor, um tipo de tecido ou inclusive um estilo decorativo partilhado basta para alcançar coesão.
Evite encher demasiado o espaço
Dois tapetes somam presença. Por isso devem ter espaço à volta: assim a sala respira e o conjunto parece equilibrado.
A combinação perfeita começa no chão
Na Atticgo sabemos que não há duas salas iguais. Por isso as nossas coleções incluem tapetes de diferentes tamanhos, texturas e estilos que permitem criar combinações coerentes, acolhedoras e cheias de personalidade.
Seja para sobrepor, delimitar zonas ou adicionar profundidade, encontrará tapetes que se adaptam à sua sala e à forma como vive cada dia.


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